Dicas crianças V

Aqui, a continuação do Dicas crianças IV

Não permita que sua irritação com outras coisas ou pessoas interfira no relacionamento com seus filhos.

Uma coisa comum que se observa é as pessoas se irritarem com suas próprias dificuldades por não terem coragem de reagir a determinadas coisas e, ao se encontrarem com pessoas de seu relacionamento mais íntimo, (os filhos, a esposa, o marido,etc.) “caírem de pau” sobre eles.

Uma coisa de vital importância na relação familiar é que cada um saiba exatamente a que se refere seu descontentamento. Para completar, é interessante que cada um deixe claro a razão de seu descontentamento.

Se você está aborrecido (a) com seu filho (a) porque mais uma vez ele deixou o tênis fedido na porta da entrada da casa, tudo bem dê a bronca.

Mas se na verdade você está aborrecido porque seu chefe está sobrecarregando você de serviço e você não consegue impor um limite, não aumente a bronca sobre a questão do tênis para se aliviar sobre o júnior  ou sobre a Mariazinha da sua dificuldade com seu chefe.

Você pode negar ou não perceber, mas isso acontece o tempo todo. Confundimos desconfortos ocorridos em outros locais e os trazemos para casa. Agredimos, muitas vezes, os filhos, pois inconscientemente não tivemos coragem de nos posicionar com amigos, chefes, colegas, etc.

 

Não!! Você não deve mentir sobre estar irritado, mas deve sim deixar claro para a criança que o motivo não é ela!

Na infância, o mundo da criança é grandemente referenciado ao ambiente familiar e, é natural que toda e qualquer emoção ela suponha que seja dirigida a ela.

Pense bem, lembre de sua infância: seus pais proviam para você praticamente tudo que precisava. Alimento, um teto, roupas, etc. Seus filhos, provavelmente têm os mesmos sentimentos com relação a isso. Os mesmos que você tinha, se puder lembrar. Então, lembre quanto eles significavam para você e que deve ser algo do mesmo tipo que seus filhos atribuem a você.

Se você volta irado/a para casa e encontra o tênis fedido do júnior/mariazinha na porta e dá uma bronca descomunal, ele/ela vai achar que toda a intensidade é por causa dele/a.

Então é justo que você passe a bronca, mas proporcional ao tamanho da “façanha” do júnior/mariazinha e não fale para ele o que você gostaria de ter falado para o seu/sua chefe ou amigo/a.

Bem, até o próximo post.

Iná Poggetti

 

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