Aprendendo a aprender com tudo e com todos

 

[box type=”shadow” align=”alignleft” ]Abaixo, algumas premissas a respeito do que podemos discutir nesse encontro e quais implicações as ações tomadas, baseadas em tais premissas podem ter.

-Mesmo que as pessoas não concordem com você, poder expressar-se faz a diferença.

-Uma pessoa mais nova pode te ensinar muito.

-Uma pessoa mais velha pode te ensinar muito.

Essas três afirmativas estão contidas na discussão do artigo “Aprendendo a Rir de Si Mesmo”, já publicado aqui.[/box]

 

Há algum tempo a orientação para os jovens era ouvir os mais velhos, pois eram mais sábios; atualmente a orientação para os mais velhos é de ouvir os mais jovens, pois são mais inteligentes”.

O trecho acima foi retirado de um texto cujo conteúdo completo perdi, mas acabei achando um site que cita tal texto como sendo uma coluna escrita por Max Gehringer

Tal texto faz uma análise divertida a respeito das orientações que temos sobre os modelos que devemos usar para nos moldarmos e nos definirmos em nosso desenvolvimento aqui nessa vida.

Minha opinião, embora concorde com o aspecto específico que o texto citado fala, é de que: aprender nós aprendemos com tudo e com todos. A questão que se coloca aqui é: saber olhar onde está a possibilidade de aprender.

Você já deve estar cansada/o de me ver escrever sobre nossas emoções. É lógico que vou continuar escrever sobre isso, inclusive porque aprender está muito ligado a todas as emoções que sentimos quando pensamos em admitir que uma pessoa mais jovem ou mais velha possa nos ensinar algo.

Culturalmente, concordemos ou não, dividimos as pessoas em castas. Atribuímos qualidades a elas. Mesmo com relação a nós, situamo-nos em determinados patamares de cultura, educação, conhecimento, etc. e, comumente fazemos isso usando os outros como parâmetro. Sempre temos uma auto imagem, seja ela boa ou ruim (ou mais ou menos)

Comentários do tipo: fulana é chata, desagradável, irritada, fofoqueira, cicrano é inteligente (ou nerd como é usado hoje), tem conhecimento, é metido, arrogante, beltrano é tímido, alegre, piadista, legal, etc, são comuns no nosso discurso do dia a dia.

Em primeiro lugar, a recomendação que faço é que você olhe para você e se pergunte, como e por quais razões formou tais opiniões sobre você e sobre os outros.

Pergunte-se depois se não pode expandir essas atribuições sobre você e sobre os outros, isto é: achar mais alternativas.

Explico melhor: quando rotulamos uma pessoa ou a nós mesmos, normalmente o mais difícil é depois disso fazermos uma mudança a esse respeito, além do que, limitamos nossas ações a comportamentos específicos para o conceito definido.

O mais comum, quando nos olhamos no espelho ou enxergamos pessoas ou entramos em determinados ambientes é normalmente repetirmos as mesmas sensações do momento em que determinamos tais rótulos. Isto é: trazemos o conceito que fizemos à consciência e passamos a agir de acordo com esse conceito.

 

Para aprender alguma coisa precisamos nos livrar dessa fixação em conceitos prontos (ou firmados em determinada época) e tentarmos ampliar tais conceitos.

É preciso que questionemos a nós mesmos e busquemos mais alternativas para acrescentarmos qualidades a nós e aos outros.

Não estou propondo aqui o “modelito Polliana” não!

Não estou propondo ampliarmos nossos conceitos para achar só coisas boas nas pessoas. Não! Se negarmos as coisas chatas que vemos estaremos boicotando a nós mesmos e mentindo para nós mesmos.

Muitas vezes, nesse processo de ampliarmos nossa forma de olhar, se formos sinceros, acabamos por acrescentar mais deméritos aos já fixados antes. A questão é que, independente da interpretação moral do fenômeno, (grosseiramente definindo, interpretação moral do fenômeno pode ser entendido como os conceitos de bom ou ruim) podemos dizer que aprendemos. Com certeza aprendemos!!

Refletindo sobre Nietzsche no aforismo abaixo:

 

[box type=”info”] “Não existem fatos, apenas interpretações.” Friedrich Nietzsche[/box]

 

Podemos entender que nossas interpretações a respeito do que nos ocorre, é que moldam nossas próximas ações a respeito de tal ocorrência ou assunto.

Agora você parte para definir a utilidade, validade, benefício, dessa aprendizagem. E tem mais: não pode parar por aí senão, vai tornar a se fixar em uma forma de ver as coisas e fincar raízes e cortar o aspecto dinâmico que todo ser humano tem por princípio.

Aprender a aprender com tudo e todos é sem dúvida uma experiência deliciosa.

Você se empenha em observar muito mais as coisas a sua volta, empenha-se em procurar alternativas para os seus conceitos presentes, e empenha-se em modificar suas emoções (quando prejudiciais).

Volta-se muito mais para si mesmo no sentido de entender-se, melhorar. Com isso, desenvolve também aquilo que chamo de auto-observação, que é muito bom…

Como sempre comento com você, também o aprender implica em paciência, insistência, perseverança de sua parte.

Já é tempo de cuidarmos de nós mesmos e insistirmos nesses processos de aprendizagem para o nosso bem estar e consequentemente para todos que vivem à nossa volta.

Vamos lá! Anime-se que você só tem a ganhar com essa dedicação.

Abraços, até o próximo artigo

Iná

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