Ainda sobre pensamentos

No artigo passado (Do pensamento à ação) falei com você a respeito de pensamentos. Arranhei uma pequena porção do que podemos fazer a respeito deles e, concordo contigo, se você tentou, que é difícil.

Entender quando os pensamentos ocorrem, a que eles estão ligados, ou mesmo se eles ocorrem não é tarefa fácil. Na maioria das vezes, os temos e pronto! E, na maioria das vezes, não percebemos que eles estão lá, dirigindo nossas emoções e ações em função deles.

No entanto acredito que com perseverança e bastante dedicação podemos começar a identifica-los.

“Que é que o homem no fundo sabe acerca de si mesmo? Sim, se ele conseguisse, ao menos uma vez, observar-se completamente como se estivesse metido num expositor de vidro iluminado!” Friedrich Nietzsche

Como você já me conhece, sabe que busco endosso no meu filósofo preferido: Nietzsche. A citação acima é de um livro chamado “Acerca da verdade e da mentira” que, se lhe interessar você pode ler clicando no link anterior.

Também, se leu o post anterior, sabe que nomeei o mesmo como: “Do pensamento à ação”. Vamos falar um pouco mais deles: os pensamentos!

O que nos diferencia dos outros seres animais com os quais convivemos, pretensamente é exatamente o pensamento. Com ele raciocinamos, geramos emoções, e depois disso nos comportamos. E eu disse pretensamente porque podemos observar que muitos de nós seres humanos se esforçam bastante para achar essas diferenças. Não que eu concorde. Mas, usemos tal referência….

Embora o pensamento seja o diferencial, sabemos muito pouco trabalhar com ele, sabemos muito pouco identifica-lo e faze-lo funcionar a nosso favor. A princípio, parece que o pensamento é uma entidade independente e age apesar de nós. Que não temos acesso ou controle sobre ele.

Embora concorde com a dificuldade da identificação, não concordo com essa inacessibilidade que parece que ele tem sobre nós.

Acredito que podemos sim usar de nossas habilidades e torna-lo aliado.

Para isso precisamos identificar as amarras que nos permitimos e desvincularmo-nos delas.

Uma das amarras mais fáceis de identificarmos é a repetição que quando estamos aborrecidos, chamamos de rotina, e com essa aceitação, muitas vezes, entramos em depressão. Para ilustrar tal evento, você pode assistir “Tempos Modernos (1936)” de Charles Chaplin… é muito bom!!

Fica complicado competir com a repetição, automatização de várias coisas em nossa vida, uma vez que ela pode ser útil em várias atividades de nossas vidas. Mas não em todas.

Automatizamos quando dirigimos um carro, quando estamos trocando o bebê, quando estamos fazendo uma coisa que temos “prática”, quando lidamos com uma máquina repetidas vezes, etc. são automatizações úteis. Que nos poupam tempo e pensamentos. Não precisamos pensar quando fazemos tais atividades; simplesmente fazemos.

No entanto, outras coisas em que esse automatismo não é útil, também o usamos.

Então, vamos supor que elegemos uma pessoa como chata. Ao vermos outra pessoa com características que nos sejam parecidas, sem ao menos a conhecermos também a chamamos de chata.  A partir daí evitamos o contato ou fazemos piadinha dela pelas costas.

Ouvimos alguém que admiramos, falar sobre algo ou alguma coisa. Sobre os jogadores, por exemplo, de basquete, vôlei, etc. sem ao menos conhecermos as regras do jogo, ou entendermos todo o contexto em que aquilo foi nomeado, passamos a adotar para nós também aquela opinião e conduzimos nossos pensamentos para confirmar aquela posição; isto é: acabamos selecionando o que vemos e ouvimos a fim de confirmar nossa recém adotada posição. E, logicamente que conseguimos.!!

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Invista um pouco do seu tempo para analisar essas coisas que estou escrevendo para você e veja se consegue identificar esse caminho que propus.

Se tiver vontade, vai poder identificar esse caminho e outros mais que talvez você faça.

Vai sentir também, com esse investimento em você mesmo que, muito do que era rotina, não é mais.[/starlist]

Isso porque quando investimos em descobrir nós mesmos, a possibilidade de aprofundamento é tão grande que todo dia se torna um dia de descobertas.

Posso dizer que nem sempre gostaremos de tais descobertas. Outras vezes gostaremos muito.

Tenho certeza que uma compensa a outra, e assim podemos nos manter num equilíbrio entre descobertas boas e não tão boas, mas que sempre nos trarão informações novas a nosso respeito.

A partir disso, podemos nos dedicar a decidir o que queremos manter, o que vamos querer mudar. Tudo fica mais claro e fácil então….

Abraços Iná

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